Zelaya e o chapelão: será que ele volta?
O Congresso de Honduras está reunido, neste momento, para decidir se o presidente Manuel Zelaya volta ou não ao poder.
Zelaya (Partido Liberal) foi deposto e expulso do país por um golpe militar em 28 de junho deste ano. No dia 21 de setembro retornou clandestinamente ao pais, abrigando-se na Embaixada Brasileira em Tegucigalpa, onde está até hoje. Se for restituído, deve governar até 27 de janeiro de 2010, quando passa o cargo a Porfírio Lobo, do Partido Nacional, eleito no último domingo.
No dia 29 de outubro foi firmado acordo entre Manuel Zelaya e o governo de fato, com mediação dos EUA, ocasião em que ficou estabelecido o retorno do presidente deposto ao poder e a realização de eleições no fim de novembro. Para que o acordo tivesse validade, bastava aprovação do Congresso. O governo interino, no entanto, decidiu que a matéria só seria debatida três dias após as eleições de 29 de novembro.
Isso abriu brechas para rumores de fraude no pleito, embora as eleições tenham sido realizadas sob o olhar atento de 300 observadores internacionais. O governo dos EUA, aliás, reconhece o resultado; o brasileiro, não.
Ao que tudo indica, Zelaya não voltará à presidência, uma vez que fez declarações bastante radicais, tachando as eleições de ilegais. O partido Nacional, de Porfírio Lobo, que detém votos suficientes para decidir o caso, já se posicionou contra a volta do presidente. Fica bastante claro, portanto, qual será o desfecho da votação desta noite.

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