Há alguns dias conversava com uma amiga e ela me dispara uma assim: "as mulheres não são como os homens. Homem pensa mais em sexo, mulher é mais contida". Respondi que ambos sentem o mesmo desejo sexual. "Sim", rebateu, "não estou falando de desejo, mas do comportamento".
De educação é que ela está falando. Homens e mulheres, argumentei, foram ensinados a agir de forma bastante diferente quando o assunto é sexo. Desde cedo os meninos são estimulados a expressar sua sexualidade, enquanto, nas meninas, manifestações da sexualidade são sempre combatidas. Crescem e amadurecem assim, reprimidas. Chegam à idade adulta achando que são diferentes, talvez mais puras, naturalmente recatadas. Aquelas que fogem ao padrão são rapidamente taxadas de "biscates" e "vagabundas", pelos homens e pelas próprias mulheres, que perpetuam o ciclo ao educar seus filhos e filhas.
O sexo deveria ser tratado de forma mais natural, a fim de evitar distorções como essas. Não sei como fazer, mas estou certo de que uma mente mais aberta, menos preconceito e alguma boa vontade poderiam ajudar.
A conversa terminou e ela não conseguiu entender que suas idéias, tão arraigadas que estão, foram-lhe plantadas. Fica pra próxima geração!
bbenetti
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
terça-feira, 30 de março de 2010
PAC 2, DILMA 2010!
Lula anunciou ontem, ladeado pela ministra da Casa Civil e pré-candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff, um plano de investimentos em infraestrutura de quase 1 trilhão de reais, sob o título bombástico de Pac 2! (Programa de Aceleração do Crescimento 2) Consideremos!
Segundo o site "Contas Abertas", mesmo tendo-se passado três anos, apenas 46% das obras do PAC 1 foram concluídas ou estão em andamento. As 54% restantes nem sequer saíram do papel. Ademais, estamos em 2010, ano de eleição, último da gestão Lula. Questionado a respeito, o presidente afirma, sabiamente, que está adiantando o trabalho para o próximo presidente (ou presidenta?) que, quando assumir, vai botar logo a mão na massa, pelo bem do país.
terça-feira, 9 de março de 2010
Oscar: festa do cinema mundial?
And the Oscar goes to... America!
Na foto, Kathryn Bigelow, diretora de "Guerra ao Terror", primeira mulher a levar o Oscar de melhor direção.
Há uma interrogação no título! Ela traduz uma pergunta que tenho feito desde domingo, dia da entrega do Oscar. Muitos argumentos podem surgir contra, mas o Oscar, acredito, é uma festa americana, com uma concessão a eventuais estrangeirismos.
Partindo do óbvio: o prêmio de melhor filme estrangeiro. O nome diz tudo, e mais um pouco. Se há um critério de premiação, criado especialmente para filmes não americanos, todos os outros vencedores deverão ser americanos? Não sei a resposta, afinal pouco entendo do assunto. O fato é que, excetuando-se a presença de estrangeiros na produção (caso do brasileiro Carlos Saldanha em "Era do Gelo 3"), a maioria dos filmes vencedores é americana! Essa de dizer que o Oscar é "uma festa do cinema mundial" é uma afirmação, no mínimo, questionável!
domingo, 6 de dezembro de 2009
Confesso que torci o nariz para a estreia de Lua Nova (New Moon, EUA, 2009). Indagado sobre a possibilidade de vê-lo no cinema, fui taxativo: não gosto de filmes fantasiosos; além do mais, Crepúsculo é meio bobinho. O frenesi em torno do filme, no entanto, foi mais forte.
Lua Nova é marcado como o filme em que Edward (Robert Pattinson) deixa Bella (Kristen Stewart) - ele quase não aparece em cena - o que causa depressão na moça e leva a uma fase chatíssima do filme. Preocupado com a segurança de Bella, no entanto, Edward continua por perto, sem se revelar. Ela desconfia e, para provocar o vampiro, se aventura no motocross (aqui tido como perigoso), com ajuda do amigo Jacob (Taylor Lautner), o lobisomem - pois é, agora tem essa também! O filme então começa, após início morno, mas Bella não perde a irritante apatia. Taciturna, quieta, falta o brilho de uma protagonista.
O longa, no entanto, tem boas cenas de ação e sequências mais interessantes que seu antecessor. O esforço de Bella para se envolver em situações perigosas e sua aproximação de Jacob, declaradamente apaixonado por ela, conseguem causar tensão no expectador. Até um triângulo amoroso ameaça surgir entre Bella, Jacob e Edward, o que quebra a monotonia inicial e empolga.
New Moon, Estados Unidos, 2009. De: Chris Weitz. Com: Robert Pattinson, Kristen Stewart, Taylor Lautner, Ashley Greene, Dakota Fanning, Peter Facinelli, Elizabeth Reaser. 130 min. suspense.
Lua Nova é marcado como o filme em que Edward (Robert Pattinson) deixa Bella (Kristen Stewart) - ele quase não aparece em cena - o que causa depressão na moça e leva a uma fase chatíssima do filme. Preocupado com a segurança de Bella, no entanto, Edward continua por perto, sem se revelar. Ela desconfia e, para provocar o vampiro, se aventura no motocross (aqui tido como perigoso), com ajuda do amigo Jacob (Taylor Lautner), o lobisomem - pois é, agora tem essa também! O filme então começa, após início morno, mas Bella não perde a irritante apatia. Taciturna, quieta, falta o brilho de uma protagonista.
O longa, no entanto, tem boas cenas de ação e sequências mais interessantes que seu antecessor. O esforço de Bella para se envolver em situações perigosas e sua aproximação de Jacob, declaradamente apaixonado por ela, conseguem causar tensão no expectador. Até um triângulo amoroso ameaça surgir entre Bella, Jacob e Edward, o que quebra a monotonia inicial e empolga.
New Moon, Estados Unidos, 2009. De: Chris Weitz. Com: Robert Pattinson, Kristen Stewart, Taylor Lautner, Ashley Greene, Dakota Fanning, Peter Facinelli, Elizabeth Reaser. 130 min. suspense.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Novela hondurenha
Zelaya e o chapelão: será que ele volta?
O Congresso de Honduras está reunido, neste momento, para decidir se o presidente Manuel Zelaya volta ou não ao poder.
Zelaya (Partido Liberal) foi deposto e expulso do país por um golpe militar em 28 de junho deste ano. No dia 21 de setembro retornou clandestinamente ao pais, abrigando-se na Embaixada Brasileira em Tegucigalpa, onde está até hoje. Se for restituído, deve governar até 27 de janeiro de 2010, quando passa o cargo a Porfírio Lobo, do Partido Nacional, eleito no último domingo.
No dia 29 de outubro foi firmado acordo entre Manuel Zelaya e o governo de fato, com mediação dos EUA, ocasião em que ficou estabelecido o retorno do presidente deposto ao poder e a realização de eleições no fim de novembro. Para que o acordo tivesse validade, bastava aprovação do Congresso. O governo interino, no entanto, decidiu que a matéria só seria debatida três dias após as eleições de 29 de novembro.
Isso abriu brechas para rumores de fraude no pleito, embora as eleições tenham sido realizadas sob o olhar atento de 300 observadores internacionais. O governo dos EUA, aliás, reconhece o resultado; o brasileiro, não.
Ao que tudo indica, Zelaya não voltará à presidência, uma vez que fez declarações bastante radicais, tachando as eleições de ilegais. O partido Nacional, de Porfírio Lobo, que detém votos suficientes para decidir o caso, já se posicionou contra a volta do presidente. Fica bastante claro, portanto, qual será o desfecho da votação desta noite.
Recém-Chegada: engraçadinho, porém previsível
O longa Recém-Chegada (New in Town, EUA, 2009), não é nenhuma novidade, afinal, foi lançado em maio deste ano e já deve estar nas locadoras (onde?). Mas confesso que, quando escolhi este, entre tantas opções do camê... (ops!) esperava bem mais dele.
Recém-Chegada narra a história de Lucy Hill (Renée Zellweger), uma executiva de Miami enviada para comandar uma filial em dificuldades no Minnesota, interior dos Estados Unidos. Quando chega à cidade, entra em cena o contraste entre a quente Flórida e o gelado Minnesota; a Arrogante executiva (retratada seguindo-se o esteriótipo: fria e sem sentimentos) e os simplórios moradores locais.
Tendo de reestruturar a fábrica e, como consequência, promover maciças demissões, ela é hostilizada de todas as maneiras pelos locais. O cenário, no entanto, não dura muito. Lucy se deixa envolver pelo peão de fábrica com jeito de cowboy, Ted (Harry Connick Jr), e vira, como que tocada pela magia do amor, uma mulher melhor.
Passa, então, a lutar pelo não fechamento da fábrica, que no decorrer da história revela-se mesmo um pepino para a matriz.
O final eu não posso contar, mas nem preciso, é bem previsível. Uma coisa que vale a pena, no entanto, são algumas passagens engraçadas. Embora não o salvem, fazem de Recém-Chegada um filme tragável. Vale como passatempo!
New In Town, Estados Unidos, 2009. De: Jonas Elmer. Com: Renée Zellweger, Harry Connick Jr., Siobhan Fallon, J.K. Simmons, Nancy Drake, Mike O’Brien, Frances Conroy. 97 min. comédia.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Post Número 1
Como nasce um blog?
Bem, este nasceu da vontade de ter um espaço meu na web. Um lugar onde eu possa falar, sem reservas, de temas do meu interesse.
Creio que essa definição deixa um leque bem aberto de tópicos, mas não aberto demais. Se for interessante, estará aqui (mas é certo que cada um tem uma idéia do que é interessante...)
Darei ênfase a assuntos ligados à área internacional, matéria objeto de estudo pessoal. Mas nada impede que arte, cultura, história ou gastronomia apareçam por aqui.
Bem, este nasceu da vontade de ter um espaço meu na web. Um lugar onde eu possa falar, sem reservas, de temas do meu interesse.
Creio que essa definição deixa um leque bem aberto de tópicos, mas não aberto demais. Se for interessante, estará aqui (mas é certo que cada um tem uma idéia do que é interessante...)
Darei ênfase a assuntos ligados à área internacional, matéria objeto de estudo pessoal. Mas nada impede que arte, cultura, história ou gastronomia apareçam por aqui.
Enjoy
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